
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu publicamente os preços dos ingressos para a próxima Copa do Mundo, que será sediada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México. A declaração ocorreu durante um evento do Milken Institute, em Los Angeles, onde o dirigente respondeu às críticas crescentes sobre os valores considerados elevados para o torneio. A entidade máxima do futebol argumenta que a alta demanda, com cerca de 500 milhões de solicitações de ingressos registradas, é um dos principais fatores para a política de precificação.
A discussão sobre os valores dos ingressos ganhou destaque devido aos preços praticados, especialmente no mercado de revenda. Para a final, marcada para 19 de julho em Nova Jersey, alguns ingressos têm sido oferecidos por quantias consideradas extremas. Infantino abordou essa questão, afirmando que “se algumas pessoas colocam ingressos da final no mercado secundário por 2 milhões de dólares, isso não significa, em primeiro lugar, que o ingresso custa 2 milhões de dólares”. Ele complementou, ironicamente, que se alguém comprasse um ingresso por esse valor, ele pessoalmente levaria “um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que tenha uma ótima experiência”.
Os valores oficiais também refletem uma elevação em comparação com a edição anterior da Copa do Mundo, realizada no Catar. Para a decisão do próximo Mundial, os ingressos variam entre aproximadamente 2.030 dólares e 6.370 dólares, superando os preços da final de 2022. Essa diferença tem sido um dos pontos centrais das contestações por parte de torcedores e grupos de consumidores, que questionam a acessibilidade do evento.
Diante das pressões, inclusive de parlamentares dos Estados Unidos, a FIFA disponibilizou uma quantidade limitada de ingressos por 60 dólares, localizados em setores mais altos e distantes dos estádios. Infantino justificou a estratégia de preços, explicando que “estamos em um mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então precisamos aplicar preços de mercado”. Ele também destacou que, nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida, o que, segundo ele, levaria a valores muito mais altos caso os preços iniciais fossem muito baixos.
O dirigente da FIFA ainda ressaltou que parte dos ingressos para a fase de grupos terá valores mais acessíveis, mencionando que cerca de 25% das entradas custam menos de 300 dólares. Para contextualizar, Infantino comparou esses valores com eventos esportivos locais, afirmando que “nos Estados Unidos, não é possível assistir a um jogo universitário de certo nível por menos de 300 dólares. E aqui estamos falando de uma Copa do Mundo”, reforçando a perspectiva da entidade sobre a adequação dos preços ao mercado e à magnitude do evento.